Wellington também destacou que a situação é inédita por ter militares de alta patente atingidos pelas decisões judiciais
O senador Wellington Fagundes (PL) voltou a criticar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detido no último sábado (22) após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o parlamentar, a detenção provoca desgaste interno e internacional e reforça a necessidade de aprovação de uma anistia ampla.
Segundo o parlamentar, a prisão representa um impacto negativo para o país ao atingir, na avaliação dele, “a maior liderança popular” do Brasil.
“A prisão do Bolsonaro é ruim para o país porque é a maior liderança popular que esse país tem e nós do PL continuamos lutando muito para que a gente possa ter anistia. Tivemos reuniões em Brasília e vamos insistir nessa tecla. Anistia para o presidente Bolsonaro e para todos aqueles injustiçados. É uma discussão permanente que estamos fazendo e o nosso partido vai insistir nisso”, declarou.
O senador afirmou ainda que o episódio prejudica a imagem do Brasil no exterior, lembrando que o país já enfrentou desgaste com a prisão de um ex-presidente no passado.
“É claro que a imagem do Brasil lá fora, de mais um presidente da República preso, e no caso do anterior preso por denúncias de corrupção, não só dele, mas do partido inteiro, o presidente Bolsonaro preso por outra situação, não por corrupção, mas também é uma imagem que fica ruim porque não é só o presidente Bolsonaro que está preso”, disse.
Wellington também destacou que a situação é inédita por ter militares de alta patente atingidos pelas decisões judiciais.
“Pela primeira vez na história do Brasil foram presos militares da alta patente. São vários generais, almirantes que estão presos e isso tudo, lá fora, é muito ruim. Nós vamos continuar discutindo aqui internamente. Nós temos um processo ainda focado nas eleições do ano que vem”, afirmou.
Por fim, o senador reforçou o posicionamento do Partido Liberal para as eleições de 2026.
“A posição do PL é que não será eleição democrática se o presidente Bolsonaro não estiver presente. Vamos continuar insistindo nisso”, concluiu.
Com o trânsito em julgado do processo, a prisão preventiva de Bolsonaro tornou-se definitiva conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O ministro decidiu ainda que a pena de prisão de 27 anos e três meses imposta ao ex-presidente seja cumprida na mesma sala onde ele se encontra detido na superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
























