Pivetta promete defender ampliação das escolas cívico-militares em MT se eleito em 2026, “Se a população quiser será 100%”

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Cuiabá, 06 de agosto de 2025 – O caso de violência registrado na Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia (a 422 km de Cuiabá), continua repercutindo em todo o Estado. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou uma aluna de 12 anos sendo brutalmente agredida por colegas dentro da unidade.

Nesta quarta-feira (6), o secretário de Educação anunciou medidas emergenciais para conter a insegurança no ambiente escolar. Entre as ações, está a transformação da escola em uma unidade cívico-militar, que, segundo ele, “garantirá mais disciplina e segurança para os estudantes”.

Além disso, o Ministério Público determinou a internação provisória das adolescentes envolvidas na agressão, que já foram transferidas para uma unidade socioeducativa em Cuiabá, onde cumprem medida determinada pela Justiça com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Durante a abertura do segundo semestre legislativo, na Assembleia Legislativa, o vice-governador Otaviano Piveta comentou o caso e defendeu uma mudança radical na educação pública de Mato Grosso.

“Esse caso é um alerta para todos nós. Se eu tiver a honra de ser eleito governador em 2026, vou defender uma mudança drástica na educação pública. Quero ampliar significativamente o número de escolas cívico-militares no Estado. Elas trazem mais segurança, mais disciplina e melhores resultados na formação dos nossos alunos”, afirmou Piveta.

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O vice-governador destacou que a gestão compartilhada entre educadores e forças de segurança é um modelo que pode prevenir casos como o de Alto Araguaia, garantindo um ambiente mais seguro e adequado ao aprendizado.

A decisão do governo e as declarações de Piveta dividem opiniões. Enquanto parte da população apoia a militarização como solução para a violência nas escolas, especialistas alertam que a medida, isoladamente, não resolve problemas estruturais como falta de recursos, carência de profissionais e ausência de acompanhamento psicológico para os estudantes.

O governo estadual informou que a Escola Carlos Rugney será adaptada ao modelo cívico-militar nos próximos meses, mas ainda não divulgou cronograma detalhado. Paralelamente, a Polícia Civil segue investigando o caso de agressão, e as adolescentes permanecerão internadas até decisão definitiva da Justiça.

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