A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (5 de março de 2026) a Operação Showdown, uma ação coordenada que resultou no cumprimento de 31 ordens judiciais contra um núcleo familiar diretamente ligado a uma facção criminosa atuante na região norte do estado, especialmente em Alta Floresta e Nova Bandeirantes. A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (5 de março de 2026) a Operação Showdown, uma ação coordenada que resultou no cumprimento de 31 ordens judiciais contra um núcleo familiar diretamente ligado a uma facção criminosa atuante na região norte do estado, especialmente em Alta Floresta e Nova Bandeirantes.
A operação visa desmantelar uma estrutura familiar envolvida em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar e outros delitos conexos. Entre as medidas cumpridas estão: • 4 mandados de prisão • 7 mandados de busca e apreensão • 6 sequestros de veículos • 4 sequestros de imóveis • 7 bloqueios de contas bancárias • 3 suspensões de pessoas jurídicas.
As ordens foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop e executadas com apoio das delegacias locais de Alta Floresta e Nova Bandeirantes, além do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). A investigação é fruto de trabalho conjunto entre a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá e a Delegacia de Alta Floresta.
Alvo principal: líder foragida da facção
O foco central da operação é uma mulher identificada como a principal liderança da facção criminosa em Alta Floresta e região. Considerada de alta periculosidade, ela está foragida desde agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá — uma das unidades prisionais femininas do estado.Além dela, a ação atinge diretamente familiares próximos que atuam como operadores financeiros do grupo: o pai da líder, sua filha e o genro (marido da filha).
Eles são acusados de movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas, utilizando mecanismos sofisticados para dar aparência de legalidade ao dinheiro ilícito.
Esquema de lavagem de dinheiroAs apurações revelaram que, em apenas um ano e sete meses, o núcleo familiar movimentou mais de R$ 20 milhões — valores completamente incompatíveis com as rendas declaradas. Os principais métodos de lavagem incluíam: • Empresas de fachada nos ramos de calçados, beleza e roupas multimarcas • Plataformas digitais de jogos de azar online (apresentados como “ganhos legítimos”) • Exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta, gerenciado pelo pai da líder sob influência direta da filha
O garimpo irregular, aliado a um bar e prostíbulo nas proximidades de Nova Bandeirantes, também servia como ponto de apoio para extorsões a garimpeiros e continuação do tráfico de drogas.
O ouro extraído era usado como instrumento para ocultar e reintegrar recursos criminosos na economia formal, dificultando o rastreamento pelas autoridades.Ostentação de luxo em redes sociais.
A filha da líder e seu marido (genro da foragida) levam uma vida de alto padrão, com aquisição de imóveis de luxo, veículos importados e viagens internacionais. A jovem mantém um perfil ativo no Instagram, com mais de 40 mil seguidores, onde exibe abertamente sua rotina de ostentação e aquisições.
Significado do nome da operação“Showdown” é uma referência direta ao pôquer, quando os jogadores revelam suas cartas — alusão aos jogos de azar explorados pelo grupo como ferramenta de lavagem de dinheiro.
A Operação Showdown faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, inserida na Operação Pharus e no Programa Tolerância Zero, que prioriza o combate implacável às facções criminosas em todo o território estadual.As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar mais bens oriundos de atividades ilícitas.

























