O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), manifestou publicamente sua insatisfação com a recente decisão do Congresso Nacional que aprovou o aumento de R$ 168 milhões no Fundo Partidário para 2025.
Em declaração à imprensa, o parlamentar classificou a medida como “absurda” e destacou sua preocupação com os efeitos desse acréscimo nas contas públicas do país.
Durante a entrevista, Max foi enfático ao afirmar que considera a decisão desproporcional e que ela representa um retrocesso no momento em que o Brasil deveria priorizar a responsabilidade fiscal.
Segundo ele, a escolha dos congressistas caminha na contramão dos esforços para conter o endividamento público.
“É um absurdo. Não concordo. Isso é desproporcional e nos preocupa muito em relação ao futuro do nosso país”, declarou o deputado.
O aumento do fundo só foi possível após o Congresso derrubar os vetos impostos anteriormente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentava limitar os reajustes.
Lula defendia uma correção baseada na inflação acumulada desde 2023, o que geraria um aumento mais moderado.
No entanto, ao derrubar os vetos, os parlamentares retomaram o cálculo que considera a inflação desde 2016, resultando em um valor significativamente maior.
Max também criticou a postura de alguns setores políticos que, segundo ele, estão mais preocupados em manter seus próprios privilégios do que em atender às necessidades da população.
Para ilustrar seu posicionamento, citou uma recente entrevista do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacando que há uma resistência generalizada em abrir mão de recursos.
“Ninguém quer perder nada e isso é muito ruim. Esperamos que os nossos congressistas tenham mais responsabilidade. Esse aumento não deveria acontecer”, reforçou.























