Júlio Campos defende abertura de investigação sobre “livros de ouro” no governo estadual.

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O deputado estadual Júlio Campos (União) defendeu a abertura de uma investigação sobre a gestão do ex-secretário de Estado de Educação Alan Porto e levantou suspeitas de possíveis irregularidades na Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A declaração foi feita após a denúncia do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre um suposto rombo de R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação.

Segundo Júlio, a denúncia envolvendo a gestão do ex-secretário municipal Amauri Monge acende um alerta sobre a atuação da mesma equipe que trabalhou por anos na Seduc antes de assumir cargos na Prefeitura de Cuiabá.

“O próprio prefeito Abilio Brunini surpreendeu a todos fazendo essa denúncia de que, em sete ou oito meses de gestão do secretário municipal, houve compras superfaturadas e desnecessárias em torno de R$ 80 milhões. Já imaginou o que ocorreu nos sete anos da gestão do ex-secretário Alan Porto, quando essa mesma equipe que estava lá na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá ficou durante sete anos na Secretaria de Educação do Estado? Isso também deve ser investigado urgentemente”, afirmou.

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O parlamentar disse que os deputados estaduais deverão iniciar a coleta de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar possíveis irregularidades ocorridas na Seduc durante a administração de Alan Porto, que deixou o cargo recentemente após sete anos à frente da pasta.

“Haverá a coleta de assinaturas para uma nova CPI sobre os acontecimentos que devem ter ocorrido na Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso. Já vi alguns colegas se manifestarem nesse sentido, para verificar se realmente ocorreram atos desairosos e errados na educação de Mato Grosso durante a gestão do ex-secretário Alan Porto, ainda no governo Mauro Mendes”, declarou Júlio Campos.

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