O Senador Jayme Campos (UB) anunciou nesta semana, durante a posse da nova Direção Estadual do Partido Progressista (PP) em Mato Grosso, que vai submeter oficialmente seu nome como pré-candidato ao Governo do Estado por meio da Federação União Progressista, formada por União Brasil (UB) e Partido Progressista, em um movimento que sinaliza reconfigurações estratégicas no tabuleiro eleitoral de 2026 e amplia o debate sobre alianças partidárias e protagonismo político regional.
A declaração ocorreu diante do governador Mauro Mendes, que tradicionalmente apoia o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como seu sucessor, e marca uma tentativa de fortalecer a articulação de Campos dentro da federação. O senador enfatizou a importância de se fazer política em grupo e convidou a direção regional do UB a oficializar sua pretensão em reunião futura.
“Vou comunicar formalmente à federação, que é União Progressista, e, no momento oportuno, pedir que o presidente do diretório estadual convoque um encontro para que possamos, com certeza, colocar minha pré-candidatura dentro do União Brasil”, declarou, destacando que deseja ampliar a base de apoio para a corrida ao Palácio Paiaguás.
Apesar do movimento, Jayme Campos deixou claro que respeita a vontade da maioria dentro da sigla e que não adotará uma postura conflituosa caso a decisão final seja pela manutenção do apoio à pré-candidatura de Otaviano Pivetta. E em sinal de que não pretende romper de forma radical com o grupo, ainda que a movimentação possa alterar dinâmicas internas disse que:
“Se não for possível, eu vou para casa cuidar dos meus negócios”.
O Blog do Valdemir questiona: Será que vai mesmo voltar para casa como disse o Senador Jayme Campos?
Mauro Mendes, por sua vez, minimizou a movimentação e reforçou que as discussões sobre candidaturas serão intensificadas apenas no próximo ano. O chefe do Executivo Estadual destacou seu apoio já manifestado ao vice-governador Otaviano Pivetta, ressaltando que, até o momento, não foi formalmente comunicado sobre qualquer mudança de posição referente à reeleição ao Senado pelo Senador Jayme Campos.
O cenário descrito sugere que a corrida eleitoral em Mato Grosso começa a se desenhar com maior complexidade, com lideranças tradicionais testando diferentes estratégias para consolidar candidaturas competitivas. A Federação União Progressista aparece como um dos principais blocos a serem observados, pois a articulação interna poderá decidir o peso de cada nome no contexto do pleito majoritário estadual.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, nas últimas eleições estaduais de Mato Grosso, a taxa de participação dos eleitores foi superior a 78%, indicando que pleitos de alto engajamento e disputa acirrada costumam refletir diretamente nas adesões às candidaturas e nas estratégias de alianças, o que ressalta a importância de movimentos antecipados como o de Jayme Campos no cenário político local.
Grupo formado
Recentemente, em um movimento político de grande impacto, Jayme Campos reuniu líderes de diversos municípios em Várzea Grande para entregar equipamentos agrícolas obtidos por meio de emendas de sua autoria ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), sinal claro de proximidade com o PSD de Gilberto Kassab e com o comandante da pasta Carlos Fávaro, mesmo sem formalizar a saída do União Brasil (UB).
O ato, segundo analistas políticos, representa mais do que distribuição de recursos: demonstra a força de sua base eleitoral no coração da região metropolitana de Cuiabá, ao mesmo tempo em que questiona a liderança interna de seu próprio partido, liderado localmente pelo cacique numero 1 da sigla, o governador Mauro Mendes (UB).
Ao fazer tal exposição pública, Jayme Campos reforça que não teme disputas internas e que pretende ser protagonista na corrida eleitoral de 2026.
Com voz firme, o Senador unista afirmou que sua candidatura já está decidida “no íntimo” e entre familiares, mas que só será lançada oficialmente após ouvir prefeitos, vereadores, secretários, líderes comunitários e a população, postura que ele define como coerente e democrática, em contraste com indicações feitas “por interesses de grupos econômicos”.
Entre os cenários em análise está uma candidatura majoritária ao Governo do Estado ou, alternativamente, a busca de um novo mandato no Senado, ambos no contexto de uma eleição que, pela primeira vez em Mato Grosso, poderá ser definida em dois turnos.
Jayme diz que está na parada
Recentemente o parlamentar reforçou sua experiência política, reafirmou seu estilo independente e mandou um recado direto: não pretende “voltar para casa”, como sugeriu seu irmão, o deputado estadual Júlio Campos (UB).
“Estou na parada. Tenho todos os requisitos. Sou independente, faço política com o povo, não em cúpula. Não faço política para sobreviver, faço porque é minha vocação”, afirmou.
Com seis mandatos vitoriosos no currículo, o senador mato-grossense usou sua trajetória para sustentar a disposição de disputar novamente as urnas.
“Seis eleições, seis vitórias. Será que eu não sei nada de eleição? Nada de política?”, provocou.
Para o senador mato-grossense Jayme Campos, essa realidade muda completamente a dinâmica política:
“O puxador de voto será o candidato a governador, que influencia a eleição de senador e deputado; unidos, ajudarão a eleger o Executivo Estadual”, afirmou recentemente.


























