A influenciadora digital Emilly Souza, de Cuiabá, foi liberada pela Justiça do Ceará, mas terá que cumprir medidas cautelares rigorosas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar à noite e a proibição de usar redes sociais ou participar de atividades relacionadas a apostas online.
A decisão da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE) foi unânime e seguiu o voto do relator Sérgio Luiz Arruda Parente, que acolheu parcialmente um habeas corpus apresentado pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda.
Emilly havia sido presa em 4 de junho na residência da mãe, no bairro Santa Terezinha, em Cuiabá, durante a Operação Quéfren, deflagrada pela Polícia Civil do Ceará em 3 de abril.
A operação, que também prendeu a estudante de odontologia Mariany Nayara Silva Dias, de Várzea Grande, investigou uma rede de influenciadores digitais que promovia jogos de apostas, como o “Jogo do Tigrinho”.
A investigação revelou que o grupo movimentou R$ 300 milhões em dois anos, usando vídeos com supostos ganhos e contas de teste para atrair apostadores.
Segundo a Polícia Civil, os influenciadores negociavam com operadores de plataformas sediadas principalmente na China, recebendo pagamentos por divulgação, comissões sobre depósitos feitos por usuários e até viagens ao exterior, exibidas nas redes como prova de prosperidade com o jogo.
A investigação continua para identificar outros envolvidos e rastrear os recursos da rede.

























