A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), decidiu partir para o confronto aberto e exonerou nesta sexta-feira (13), 21 servidores comissionados ligados a vereadores do município. A medida ocorre logo após uma disputa silenciosa por base política e sinaliza que o clima entre Executivo e Legislativo está longe de qualquer estabilidade.
A Secretaria de Educação foi a mais atingida, com nove dispensas. Na sequência aparecem Assistência Social, com cinco exonerações, Saúde, com quatro, além das pastas de Governo, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, com um desligamento cada.
O número expressivo de demissões, concentrado em cargos vinculados a parlamentares, não passou despercebido. Em vez de buscar diálogo ou composição, a prefeita optou por usar a caneta como instrumento de pressão política. O gesto foi interpretado nos bastidores como um recado direto a quem ousar demonstrar independência dentro da Câmara.
A movimentação acontece um dia após reuniões articuladas no mesmo horário entre o Executivo e a presidência do Legislativo, em um claro movimento para medir e testar forças.
Ao promover cortes direcionados, a prefeita assume o risco de ampliar o desgaste com vereadores que, até então, orbitavam na base de sustentação do governo. O episódio reforça a percepção de que a gestão atravessa um momento de instabilidade interna e aposta no enfrentamento como estratégia.























