Saída do estrategista repercute no cenário eleitoral de Mato Grosso e reforça liderança de Wellington Fagundes nas pesquisas
A saída do marqueteiro Duda Lima da pré-campanha do vice-governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, trouxe à tona um debate mais amplo sobre a condução do marketing e a solidez dos projetos políticos que disputam o governo de Mato Grosso.
Com trajetória reconhecida no marketing político nacional, Duda Lima construiu carreira em campanhas presidenciais, disputas majoritárias em grandes centros e eleições de grande visibilidade, geralmente associadas a estruturas robustas e alto investimento financeiro. Oficialmente, o desligamento foi atribuído a motivos pessoais. O movimento, no entanto, ocorre em um momento em que a pré-campanha de Pivetta enfrenta dificuldades para converter o peso institucional do governo em crescimento consistente nas pesquisas de intenção de voto.
Após sete anos como vice-governador, Pivetta ainda não conseguiu se projetar de forma competitiva como nome natural para uma sucessão estadual. Mesmo ocupando cargo estratégico no Executivo, sua pré-candidatura não apresentou até o momento avanço proporcional ao tempo de exposição institucional, fator que passou a pesar na avaliação política do grupo governista.
O cenário contrasta com o projeto político liderado pelo senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao governo de Mato Grosso pelo PL, que aparece à frente nas pesquisas e apresenta um desenho de campanha mais coeso. Levantamentos divulgados e sondagens de bastidores indicam que Wellington mantém vantagem que varia entre 6 e 12 pontos percentuais sobre Pivetta, chegando a diferenças de dois dígitos em cenários estimulados, especialmente no interior do estado.
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Essa vantagem está diretamente relacionada à forma como o marketing se integra ao projeto político do senador. A comunicação da pré-campanha atua como instrumento de fortalecimento de uma trajetória construída ao longo de anos, com discurso alinhado ao eleitorado conservador, defesa de pautas ligadas ao agronegócio, presença regional e valorização da experiência política no Congresso Nacional
À frente do marketing de Wellington Fagundes estão os publicitários Antônio Bandeira, conhecido como Tonico, e Caco Mesquita. A dupla foi responsável pela comunicação da campanha que elegeu Abílio Brunini (PL) em Cuiabá, em 2024, e acumula histórico de vitórias em campanhas municipais, proporcionais e majoritárias em Mato Grosso e em outros estados.
Antônio Bandeira construiu sua trajetória com forte atuação no cenário mato-grossense, sendo associado à leitura regional do eleitorado, à definição de posicionamento político e à estruturação de campanhas com identidade local e eficiência eleitoral. Seu trabalho dialoga diretamente com o perfil de Wellington Fagundes, frequentemente descrito como um político municipalista, presente de forma contínua nos municípios e com atuação próxima aos prefeitos.
Mesmo integrando a bancada federal em Brasília, Wellington consolidou-se como uma liderança com presença constante em Mato Grosso, mantendo agenda regular no interior do estado, articulação direta com gestores municipais e atuação voltada à liberação de recursos, obras e investimentos regionais. Essa característica tem se refletido nos números das pesquisas, nas quais o senador apresenta desempenho superior fora da capital, ampliando sua vantagem sobre Pivetta.
Caco Mesquita é referência no marketing político, com trajetória consolidada em campanhas eleitorais vitoriosas em Mato Grosso e em outros estados. Reconhecido pela capacidade de leitura de cenário, definição estratégica e construção de narrativas políticas consistentes, Caco acumula experiência em campanhas municipais, proporcionais e majoritárias, sendo apontado nos bastidores como um dos nomes mais respeitados da comunicação com vitórias em campanhas eleitorais em Mato Grosso, Brasília, Sergipe, Pernambuco e Pará.
A manutenção de uma equipe estável, com histórico recente de vitórias, alinhamento estratégico e discurso integrado ao projeto político, tem permitido que Wellington avance de forma consistente e mantenha a liderança nas pesquisas de intenção de voto em Mato Grosso.
Já a saída de Duda Lima impõe à pré-campanha de Otaviano Pivetta o desafio de reorganizar não apenas o marketing, mas também a própria narrativa de sucessão, em um momento em que a disputa pelo governo do estado entra em fase decisiva.
Com o avanço do calendário eleitoral, o contraste entre os projetos tende a se acentuar. De um lado, Wellington Fagundes avança com liderança nas pesquisas, discurso municipalista e comunicação integrada. Do outro, Pivetta enfrenta o desafio de transformar tempo de governo em viabilidade eleitoral, após a saída de um marqueteiro de projeção nacional, em um cenário no qual marketing e projeto político seguem de forma integrada.
























