Cinco anos após protagonizar um dos crimes mais chocantes do estado de Mato Grosso, Lumar Costa da Silva deixa a internação psiquiátrica por decisão da Justiça.
O juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou que ele seja desinternado e retome a convivência social, mesmo mantendo diagnóstico de transtorno mental crônico.
O crime ocorreu em julho de 2019, na cidade de Sorriso, a cerca de 420 km de Cuiabá. Na época, Lumar assassinou brutalmente sua tia, Maria Zelia da Silva Cosmos, utilizando uma faca.
Após o homicídio, ele arrancou o coração da vítima, levando o órgão consigo, além de uma quantia em dinheiro.
A brutalidade do caso chocou não só os moradores da região, mas ganhou repercussão nacional.
Após ser considerado inimputável, Lumar foi internado em uma unidade de saúde mental.
No ano passado, um laudo elaborado pelo Centro Integrado de Atenção Psicossocial (Ciaps) Adauto Botelho, em Cuiabá, apontou que sua condição clínica permitiria a alta hospitalar, desde que ele fosse acompanhado em regime ambulatorial intensivo.
Na decisão, o magistrado ressaltou que, embora o transtorno mental persista e não haja um atestado formal de cessação da periculosidade, as condições atuais permitem que ele seja acompanhado fora da instituição.
Segundo o juiz, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município de Campinápolis, em São Paulo, possui estrutura adequada para dar suporte clínico ao paciente, sob supervisão do seu pai e mediante apresentação de relatórios periódicos ao Judiciário.
A decisão impõe a Lumar uma série de restrições.
Ele deverá comparecer mensalmente ao Caps, está proibido de se ausentar da cidade sem autorização judicial, bem como frequentar locais considerados inapropriados, como bocas de fumo, prostíbulos e ambientes de jogos.
Também não poderá consumir bebidas alcoólicas nem qualquer tipo de droga.
O magistrado deixou claro que o cumprimento das condições é obrigatório por pelo menos um ano, período após o qual será realizada nova avaliação para determinar se as medidas continuarão ou se haverá necessidade de nova internação.

























