IBAMA aplica R$ 27 milhões em multas ambientais em MT e reforça cerco contra desmatamento e queimadas ilegais

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A superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso, Cibele Madalena Xavier Ribeiro, apresentou nesta semana um balanço das ações federais de fiscalização ambiental durante o lançamento do Plano de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais 2026 em Mato Grosso. O evento reuniu representantes de órgãos estaduais, federais e forças de segurança para discutir estratégias integradas de prevenção e repressão aos crimes ambientais no estado.

Durante a apresentação, Cibele destacou que, somente entre janeiro e 25 de maio deste ano, as operações conduzidas pelo IBAMA já resultaram na autuação de 96 infratores ambientais, com aplicação de multas que ultrapassam R$ 27,1 milhões. Além disso, foram emitidos 47 termos de embargo e mais de 6 mil hectares de áreas sofreram restrições por irregularidades ambientais.

Segundo a superintendente, os embargos continuam sendo uma das ferramentas mais eficazes no combate ao desmatamento ilegal em Mato Grosso, especialmente porque acabam impondo restrições econômicas e obrigam os responsáveis a buscar regularização junto aos órgãos ambientais.

Cibele Madalena Xavier Ribeiro também ressaltou o fortalecimento da parceria entre o governo federal, o Governo de Mato Grosso e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente para acelerar processos de regularização ambiental, principalmente em áreas de assentamentos rurais.

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“O embargo é uma medida extremamente efetiva porque publiciza a irregularidade e força o infrator a buscar regularização ambiental”, afirmou a superintendente durante o encontro.

Na apresentação técnica, o IBAMA detalhou as principais operações em andamento no estado. Entre elas está a Operação GCTA, considerada a principal força de combate ao desmatamento na Amazônia Legal, além das ações específicas voltadas ao Pantanal, monitoramento de manejo florestal, fiscalização de áreas em recuperação ambiental e prevenção de incêndios próximos a terras indígenas e assentamentos.

A superintendente explicou ainda que o órgão federal vem ampliando as ações preventivas para enfrentar a temporada de queimadas de 2026. O plano prevê a instalação de 14 brigadas especializadas, sendo 11 em terras indígenas, duas em assentamentos e uma brigada estratégica de pronto emprego posicionada no Pantanal.

Ao todo, serão empregados 308 brigadistas, além de 25 viaturas e equipamentos especializados para combate aos incêndios florestais. O trabalho também envolve ações de educação ambiental, monitoramento territorial e recuperação de áreas degradadas.

Outro ponto destacado por Cibele foi a implementação do novo Protocolo de Manejo Integrado do Fogo, criado após a aprovação da legislação federal de 2024. A iniciativa busca regulamentar e ampliar as chamadas queimadas prescritas e controladas, utilizadas como ferramenta preventiva para reduzir grandes incêndios ambientais.

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A superintendente também confirmou o avanço de um novo acordo de cooperação entre o IBAMA e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso para atendimento emergencial da fauna silvestre atingida pelos incêndios. Entre os equipamentos adquiridos estão unidades móveis semelhantes a ambulâncias veterinárias, destinadas ao resgate de animais feridos em áreas de queimadas no Pantanal e na Amazônia.

Durante o evento, representantes do comitê estadual reforçaram preocupação com os índices de desmatamento e o aumento do risco de incêndios florestais no período de estiagem, especialmente em regiões da Amazônia Legal e do Pantanal mato-grossense.

Cibele Madalena afirmou que o enfrentamento aos crimes ambientais depende da atuação integrada entre União, Estado e municípios. Segundo ela, o tamanho territorial de Mato Grosso exige compartilhamento de inteligência, tecnologia e ações conjuntas para garantir maior efetividade na fiscalização ambiental.

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