PT propõe “união progressista” em MT com Max, Fávaro e Jayme

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) defendeu a
construção de uma frente ampla no campo progressista para
as eleições de 2026, buscando alianças com lideranças que
atualmente compõem a base do governador Mauro Mendes
(UB). Entre os nomes que o petista quer no palanque, estão
o senador Jayme Campos (UB), o presidente da Assembleia
Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (PSB), e o ministro
da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD).
“O ideal para nós seria que o Max continuasse no PSB e
abraçasse o nosso projeto. Ele seria um bom nome para a
disputa majoritária, mas ele tem uma relação muito forte com o interior do Estado e com o perfil mais de centrodireita, direita, e o PSB por ser um partido de centro-esquerda cria essa contradição. Hora ou outra temos ouvido
essa possibilidade do Max sair do PSB e migrar para um partido de centro-direita”, disse em entrevista à Rádio
Cultura FM, nesta segunda-feira (17).

O petista também destacou a importância de definir os candidatos da chapa majoritária com antecedência,
aprendendo com os erros de 2022. “Toda eleição tem que servir de aprendizagem, e nosso campo progressista em
2022 demorou demais para definir nomes da nossa chapa majoritária. O que eu defendo é que, com o aprendizado
de 2022, nós já definimos em 2025 os nossos nomes para 2026”, ressaltou.
Lúdio reforçou o apoio à reeleição de Carlos Fávaro ao Senado e sugeriu o nome do ex-prefeito de Rondonópolis,
Zé Carlos do Pátio para disputar o governo estadual ou até mesmo de Max Russi ou do senador Jayme Campos. O
deputado também prevê uma racha na base de Mauro Mendes devido à grande quantidade de pré-candidatos para
as vagas disponíveis.
“A base do atual Governo vai sofrer alguma racha daqui até 2026 porque como é só uma vaga de Governo, uma de
vice e duas ao Senado. A quantidade de nomes para todas essas cargas é muito maior do que as vagas existentes.
O governador também flerta com a extrema direita e há fissuras por lá”, analisou.

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Para ele, esse cenário pode abrir caminho para que lideranças do campo liberal se aproximem do projeto
progressista. “Há lideranças democráticas, mesmo com o pensamento liberal, que podem vir somar conosco. O
Jayme Campos é um exemplo disso e teria todas as condições de representar essa frente mais ampla como nosso
candidato”.
Além das articulações para a eleição majoritária, Lúdio destacou a necessidade de fortalecer os chapas
proporcionais, a fim de garantir maior representatividade no Congresso Nacional. “Precisamos organizar os chapas
proporcionais também, tanto para estadual como federal. O PL elegeu quatro federais porque se concentrou. Nós
tivemos a Rosa Neide com 121 mil votos que não foram reeleitos. Precisamos nos preparar para 2026 para nos
reequilibrar a representação no Congresso Nacional”, concluiu.

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