Venezuelana é assassinada em Várzea Grande; ex de VG é o principal suspeito

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Crime ocorreu diante do filho da vítima, de apenas 10 anos; polícia intensifica buscas pelo suspeito, que fugiu de moto após o homicídio

Uma mulher venezuelana, de 33 anos, foi assassinada a tiros dentro de uma quitinete no bairro Mapim, em Várzea Grande (MT), na noite desta terça-feira (29), na frente do filho de 10 anos. O principal suspeito do crime é o ex-namorado da vítima, um homem de 32 anos natural de Várzea Grande, que fugiu do local em uma motocicleta e é procurado pelas autoridades.

Identificada como Nerbys Osmary Cabrera Kreizi, a vítima morava no Brasil há alguns anos e foi morta com disparos de arma de fogo por volta das 20h30. Segundo a Polícia Civil, o homicídio ocorreu no interior de uma quitinete onde ela residia com os filhos. No momento do crime, o filho mais velho presenciou toda a cena, o que agrava ainda mais a brutalidade do caso.

De acordo com o boletim policial, o autor do feminicídio seria Silas Kossi dos Santos Marques, de 32 anos, ex-namorado da vítima. Testemunhas relataram que ele chegou ao imóvel durante a noite e, após uma breve discussão, efetuou os disparos. Em seguida, Silas foi visto saindo rapidamente do local conduzindo uma motocicleta de cor escura, desaparecendo pelas ruas da região.

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A Polícia Militar foi acionada por vizinhos e, ao chegar à cena do crime, encontrou Nerbys sem vida, com múltiplos ferimentos de arma de fogo. O local foi isolado para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que realizou o levantamento das evidências para auxiliar nas investigações. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

O filho da vítima, em estado de choque, foi acolhido por vizinhos até a chegada do Conselho Tutelar e de familiares. A criança confirmou que o autor dos disparos era o ex-companheiro da mãe, com quem ela não mantinha mais relacionamento. Ainda segundo o depoimento preliminar, o suspeito teria demonstrado comportamento agressivo em ocasiões anteriores.

A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) está conduzindo as investigações com o apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Mandados de prisão e diligências foram iniciados ainda na noite do crime, e imagens de câmeras de segurança da região estão sendo analisadas para rastrear a rota de fuga do suspeito.

A Polícia Civil pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Silas Kossi seja repassada de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 197 ou pelo 190 da Polícia Militar. O caso é tratado como feminicídio, e a prioridade é garantir a prisão do autor o mais rápido possível, além de assegurar proteção aos demais membros da família da vítima.

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