O tenente-coronel Alexandre José Dall Acqua, ex-comandante da Polícia Militar em Juína (729 km de Cuiabá), se apresentou à 11ª Vara Especializada da Justiça Militar nesta segunda-feira (8) e está custodiado em uma unidade militar de Cuiabá, à disposição da Justiça.
Alexandre é investigado por estupro consumado e outras duas tentativas, ocorridas enquanto estava à frente do 8º Comando Regional de Juína. Ele estava com mandado de prisão em aberto, mas nega ter cometido os crimes.
Segundo a denúncia, apresentada em abril de 2025, o militar teria estuprado uma estagiária do comando em 19 de fevereiro de 2024, durante a passagem de comando na cidade. Além disso, o tenente-coronel é acusado de assediar a mesma estagiária dentro do quartel e de ter tentado constrangê-la em setembro do ano passado. Outra vítima citada no inquérito é uma policial civil do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), também assediada pelo militar.
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar segue com diligências investigativas, e o inquérito tramita sob sigilo para preservar as vítimas. A PMMT reafirma que não coaduna com nenhum tipo de crime ou conduta ilícita e disponibiliza apoio psicológico e emocional às vítimas e familiares.
O oficial foi exonerado do cargo de comandante em agosto deste ano. Em nota, sua defesa, conduzida pelo advogado Geraldo Bahia, afirmou que o tenente-coronel se apresentou espontaneamente, confiante de sua inocência, para esclarecer rumores e defender sua reputação construída ao longo de mais de duas décadas de serviços prestados à segurança pública. A defesa afirma ainda que uma das vítimas não esteve no local dos fatos na data mencionada, reforçando a versão de que não há vínculo do acusado com os crimes investigados.
A Polícia Militar informou que acompanha o caso em Juína e que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para garantir a apuração correta e imparcial dos fatos.
Veja nota:
A Polícia Militar de Mato Grosso informa que o oficial, suspeito de praticar violência sexual contra mulheres, em Juína, se apresentou, nesta segunda-feira (8.9), na 11° Vara Especializada da Justiça Militar e está custodiado em uma unidade militar de Cuiabá, à disposição da Justiça.
A Corregedoria-Geral da instituição continua o trabalho de diligências investigativas para elucidação do caso e o inquérito tramita sob sigilo, por se tratar de denúncia de violência sexual contra mulheres, em resguardo às vítimas.
A PMMT informa ainda que acompanha o caso na cidade e disponibiliza auxílio emocional e psicológico às vítimas e familiares e ressalta que não coaduna com nenhum tipo de crime ou atividade ilícita por parte de seus integrantes.

























