Max Russi comenta revolta da população após assassinato de empresária em Lucas do Rio Verde, diz que endurecimento de lei não tem sido suficiente para inibir feminicídios e quer atenção do governo na saúde mental da populaçãoPublicados 56
Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira, 25, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi, detalhou os principais temas debatidos durante uma reunião ampliada com o governador do Estado, após o seu retorno de viagem à Ásia.
Entre os assuntos, destacaram-se a luta contra os feminicídios, a situação da saúde pública e a revisão do FETAB diante das dificuldades enfrentadas pelo agronegócio.
Russi ressaltou que a viagem internacional do governador incluiu tratativas com investidores no Japão e na Coreia, que podem resultar em benefícios futuros para Mato Grosso.
No entanto, o foco da reunião foi o cenário alarmante da violência contra as mulheres no estado.
O deputado mencionou com pesar o recente caso ocorrido em Lucas do Rio Verde, que terminou com a morte de uma mãe e ferimentos graves numa criança.
“A sociedade está revoltada com esses crimes bárbaros. Mesmo com leis mais duras, não vemos avanços significativos”, lamentou.
Ele defendeu a urgência de ações além da legislação, como campanhas educacionais e atenção à saúde mental.
Para Max Russi, o combate ao feminicídio deve ser uma prioridade conjunta do Parlamento e do Governo do Estado:
“Precisamos acabar com esses abusos. Isso tem gerado insegurança em nossos municípios e afeta diretamente a vida das nossas mulheres”.
O deputado lamentou o assassinato que chocou o estado na última segunda-feira,24, em Lucas do Rio Verde, e cobrou medidas imediatas do governo.
Na tragédia, Gleici Olibonide, de 42 anos, foi assassinada a facadas enquanto dormia pelo próprio marido, um engenheiro agrônomo, que em seguida também atacou violentamente a filha do casal, de apenas 7 anos, antes de tentar tirar a própria vida.
O crime gerou forte comoção em todo o estado.
Max Russi destacou que apenas o endurecimento das pena, que hoje já podem chegar a 40 anos não tem sido suficiente para inibir esse tipo de crime.
. “O homem que está cometendo o feminicídio não parece temer a lei. Precisamos ir além da punição. A resposta está na educação, na cultura, no trabalho dentro das escolas”, afirmou o parlamentar.
Russi adiantou que solicitou ao governador encaminhamentos imediatos por meio das instituições do Estado, e anunciou que pretende realizar uma grande audiência pública, aberta à sociedade, para discutir medidas concretas de enfrentamento ao feminicídio.
“Precisamos ouvir especialistas, delegadas da mulher, psicólogos, estudiosos. Temos que envolver toda a sociedade nesse debate”, disse.
O deputado também chamou atenção para uma possível ligação entre o aumento dos crimes violentos e os impactos pós-pandemia na saúde mental da população.
Para ele, esse aspecto precisa ser analisado com seriedade, com apoio da comunidade científica.
“Não podemos ficar de braços cruzados enquanto mulheres continuam morrendo. O que está sendo feito não tem dado resultado efetivo na ponta. É hora de rever as estratégias e fortalecer a prevenção”, concluiu Max Russi.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e a filha do casal permanece internada em estado grave.






















