Na manhã desta segunda-feira,12, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi, falou com exclusividade à imprensa sobre os escândalos que abalaram a imagem da Casa: dois procuradores envolvidos em crimes graves um acusado de manter uma adolescente em cárcere privado e outro, de assassinar um morador de rua em Cuiabá.
“Com certeza. Acho que a reincidência, infelizmente, a gente sente pela família, né? Ele tem os pais idosos, a gente fica triste por isso, mas o que ele vem a fazer reiteradamente, e o abuso contra as mulheres, a gente não pode aceitar. A Assembleia não vai aceitar isso”, declarou Russi, ao comentar o caso do procurador que já era alvo de denúncias e voltou a ser acusado por novos atos criminosos. “O único caminho é a exoneração”, cravou.
Max Russi enfatizou que, apesar de o processo seguir os trâmites legais, a punição será implacável:
“Nós vamos fazer tudo dentro da lei, com os prazos, com o contraditório, tudo certinho. Mas o rigor vai ser feito por parte da presidência da Assembleia.”
Em menos de 40 dias, dois escândalos envolvendo membros da elite do funcionalismo público da ALMT vieram à tona.
O primeiro envolve o ex-procurador,Luiz Eduardo Figueiredo Rocha, preso por matar o morador Ney Muller Alves Pereira, de 42 anos, nas proximidades da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no bairro Boa Esperança, em Cuiabá, no dia 9 de Abril deste ano.
O segundo caso, ainda mais recente, diz respeito a outro procurador, Benedito César Côrrea Carvalho, preso na madrugada de sábado, 10 de Maio, em Cuiabá, sob a acusação de ameaçar com uma arma e manter em cárcere privado uma adolescente de 16 anos.
Os episódios causaram indignação e questionamentos sobre a conduta ética dos representantes jurídicos da Casa.
“Não podemos colocar todo mundo dentro do mesmo bolo. Todas as profissões têm os bons e os ruins. Esses dois casos são isolados, mas pagarão um preço alto pelo que fizeram. O importante é não passar pano. Não é porque tem salário alto ou prestígio social que não será cobrado”, afirmou o presidente.
Russi também ponderou sobre ações educativas, mas reforçou que o momento exige punição firme. “A gente não pode focar só em dois casos, mas o que temos que fazer agora é punir. E com rigor. Os demais procuradores têm dado uma contribuição importante ao Estado, mas quem errar vai pagar.”
Mesmo diante da gravidade dos crimes, Max Russi garantiu que a imagem da Assembleia não será comprometida por ações individuais.
“Nós temos quase dois mil servidores. Qualquer um pode errar, mas quem cometer violência, feminicídio, corrupção ou qualquer outro crime, será punido com o rigor máximo.”























