Hospital Central: Júlio Campos detona briga por nome e propõe solução para o conflito

publicidade

Na tarde desta terça-feira,01, o deputado estadual Júlio Campos (UB), abordou a polêmica em
torno da nomenclatura do Hospital Central de Cuiabá.
A discussão sobre homenagear figuras como o pastor Sebastião líder evangélico da
Assembleia de Deus em MT, ou até mesmo o médico Agrícola Paz de Barros gerou
divergências entre parlamentares e a sociedade.
Durante entrevista à imprensa, Júlio Campos declarou que há um consenso entre os
deputados para que o hospital mantenha o nome genérico, evitando conflitos desnecessários.
“Veja bem, há um certo consenso entre a maioria dos deputados de que não coloque nome de
ninguém, seja o Hospital Central de Cuiabá, que não vai nem pegar nome. Você sabe o nome
do hospital que o Emmanuel Pinheiro inaugurou, HMC? Não, tem o nome de um médico, mas
a letra é tão pequena que ninguém fala”, afirmou o deputado.
A solução sugerida por Campos seria nomear alas específicas do hospital, contemplando
diferentes homenageados.

“Para não ter briga, é melhor fazer com que as alas tenham vários nomes homenageando
figuras ilustres, e o hospital continue somente Hospital Central”, explicou.

Leia Também:  Dois foragidos da Justiça são presos em menos de 30 minutos em Confresa

A polêmica se intensificou após a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da
Assembleia Legislativa aprovar o nome do pastor Sebastião para o hospital.
Apesar disso, a votação no plenário levou a um impasse, reacendendo antigas propostas,
como a de 2020, apresentada pelo deputado Wilson Santos, e um decreto do ex-governador
Dante de Oliveira, que sugeria o nome do médico Agrícola Paz de Barros.
Questionado sobre a recorrente mudança de nomes em órgãos públicos, Júlio Campos
criticou a prática e destacou uma lei de sua autoria que proíbe tais alterações.
“Apresentei um projeto de lei, aprovado e sancionado há um ano, proibindo a mudança de
nome nos prédios públicos de Mato Grosso. Em Várzea Grande, foi uma catástrofe. Tiraram o
nome de uma escola estadual que homenageava um professor, mudando para um nome
militar”, desabafou.
O deputado também criticou a falta de cumprimento das leis aprovadas pela Assembleia.
“Não adianta aprovar a lei aqui se o governador sanciona e não cumpre. O governo de Mato
Grosso tem isso. Estamos criando uma equipe da área jurídica da Assembleia para fiscalizar
quais leis estão sendo cumpridas, porque são tantas que quase nenhuma é aplicada”,
denunciou Campos.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade