Homem é preso por extorquir homossexuais com vídeos íntimos

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Suspeito de 30 anos utilizava sites de relacionamento e ameaças de facção criminosa para coagir as vítimas na capital.

A Polícia Civil de Cuiabá identificou e prendeu Rômulo William da Silva, de 30 anos, suspeito de chefiar um esquema de extorsão que tinha como alvo homens homossexuais na capital mato-grossense. O indivíduo é acusado de utilizar falsas identidades em plataformas de relacionamento para chantagear as vítimas, apresentando-se como membro de uma facção criminosa para exercer intimidação. A prisão preventiva foi expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, que também autorizou mandados de busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo telemático e o bloqueio de valores que podem atingir R$ 40 mil.

 

Conforme as investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), o método empregado por Rômulo consistia em abordar as vítimas por meio de aplicativos e sites de conversas online, como Scoka, Bate-Papo UOL e Grindr. Após iniciar contato e estabelecer uma relação de cunho íntimo e sexual, o suspeito passava a ameaçar a divulgação de fotos e informações pessoais das vítimas, exigindo pagamentos via Pix, que eram direcionados para contas de terceiros.

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Até o momento, a polícia já conseguiu identificar e confirmar sete vítimas do esquema criminoso. Contudo, as autoridades acreditam que o número de pessoas afetadas pode ser maior, esperando que novas denúncias surjam após a divulgação da prisão do suspeito. As apurações tiveram início a partir de boletins de ocorrência registrados pelas vítimas, que relataram ameaças e extorsões.

 

Rômulo William da Silva foi localizado e detido nas imediações da Rodoviária de Cuiabá. Durante seu depoimento, o homem confessou a autoria dos crimes, revelando que gravava vídeos de encontros sem o consentimento das vítimas, material que posteriormente era utilizado para chantageá-las e forçá-las a realizar os pagamentos exigidos.

 

Após ser submetido aos procedimentos na delegacia, o suspeito foi encaminhado para a audiência de custódia e permanece sob custódia da Justiça. A Polícia Civil prossegue com as investigações para identificar a totalidade das vítimas e esclarecer todos os pormenores da rede criminosa.

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