Execuções e milícia: PMs sob investigação em MT

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PRIMAVERA DO LESTE (MT) —Uma denúncia com suspeitas gravíssimas dentro da Polícia Militar de Mato Grosso colocou oficiais e praças que atuam no município sob investigação formal. A Justiça Militar determinou a abertura de apuração preliminar após o Ministério Público instaurar a Notícia de Fato nº 000602-005/2026, que aponta indícios de execuções sumárias, formação de milícia privada e ocultação de cadáver.

A decisão é do juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá especializada da Justiça Militar, que encaminhou o caso com urgência à Corregedoria-Geral da PM para adoção das providências. O procedimento teve origem em informações recebidas pela Ouvidoria-Geral e agora passa a ter acompanhamento direto do Judiciário.

Na petição criminal, o promotor Henrique de Carvalho Pugliesi descreve indícios de homicídio qualificado, tentativa de homicídio, ocultação de cadáver, constituição de milícia privada, coação e abuso de autoridade. As suspeitas recaem sobre policiais identificados como Cel PM Pelegrini, Cel PM Benhur, Sd PM Boa Morte e Cb PM Reinaldo, além de outros integrantes da corporação.

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Segundo o Ministério Público, os episódios seguem um mesmo padrão: abordagens com uso considerado desproporcional da força, mortes registradas como “troca de tiros” e indícios de possível implantação de armas para simular confronto. Esse ponto passou a ser o foco central da investigação preliminar.

Caso Vale Verde entra no pacote

Entre os fatos citados está uma ocorrência de 24 de novembro de 2025, na região do Vale Verde, em Primavera do Leste. Conforme o relato apresentado ao MP, dois homens foram baleados durante abordagem policial. Um morreu posteriormente nas proximidades de um rio. O outro sobreviveu.

O episódio passou a integrar o conjunto de situações analisadas na Notícia de Fato.

Agora, a Corregedoria-Geral da PM conduz as primeiras diligências e deve encaminhar o resultado à Justiça Militar, que decidirá os próximos passos.

Quando investigação fala em execução, milícia e arma plantada dentro da polícia, não é detalhe. É acusação gravíssima. Se houve abuso, tem que responder. Se não houve, tem que provar.

Farda não é salvo-conduto.

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