
Com as fraudes em mais de 100 contratos, essas empresas obtiveram R$ 1,8 bilhão em cinco anos.
Por meio de licitações fraudadas, três das quatro empresas alvo da Operação Gomorra, deflagrada nesta quinta-feira (07), receberam R$ 22 milhões e novecentos e vinte seis mil reais da Prefeitura de Poconé. A operação apura a criação de uma organização criminosa para fraudar processos licitatórios com prefeituras, câmaras e departamentos em Mato Grosso. Ao todo, o bando conseguiu obter R$ 1,8 bilhão em cinco anos.
Conforme a investigação, um contrato firmado com a prefeitura de Poconé gerou o pagamento de R$ 22 milhões para a empresa Centro America Comércio Serviço, Gestão, Tecnologia Ltda.
De acordo com o Naco, os sócios das empresas envolvidas (Centro América Frotas Ltda, Saga Comércio e Serviço Tecnologia e Informática Ltda, Pantanal Gestão e Tecnologia Ltda e Pontual Comércio Serviços Terceirizações Ltda) indicam que Edézio Correa é a figura central da organização criminosa constituída para cometer as irregularidades.
Segundo o Naco, as empresas investigadas atuam em diversos segmentos, sempre com foco em fraudar a licitação e disponibilizam desde o fornecimento de combustível, locação de veículos e máquinas, fornecimento de material de construção até produtos e serviços médico-hospitalares.
Além de Edézio Correa, também são investigados Tayla Beatriz Silva Bueno Conceição, Roger Correa da Silva, Waldemar Gil Correa Barros, Eleide Maria Correa, Janio Correa da Silva e Karoline Quatti Moura. Desse grupo apenas Karoline Quatti não foi alvo de mandado de prisão.

























