A empresária Eliza Severino da Silva, sócia da Imagem Eventos, permanecerá presa por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
O desembargador Hélio Nishiyama rejeitou o habeas corpus impetrado pela defesa e manteve a prisão preventiva decretada após a deflagração da Operação Ilusion, que apura um esquema de fraudes milionárias em cerimônias de formatura.
Eliza e seu sócio, Márcio Nascimento, são suspeitos de aplicar um golpe que causou prejuízos superiores a R$ 7 milhões, afetando mais de mil formandos.
Ambos se apresentaram à polícia na última quarta-feira,21, um dia após a operação que revelou o cancelamento de eventos contratados e pagos pelas vítimas.
No pedido de liberdade, os advogados alegaram que Eliza colaborou com as investigações, apresentou-se voluntariamente, tem residência fixa e não possui antecedentes criminais.
A mudança para Maringá (PR), segundo a defesa, teria ocorrido por receio de ameaças.
O magistrado, contudo, sustentou que os elementos apresentados nos autos evidenciam a complexidade do suposto esquema e a necessidade da prisão para garantir a ordem pública.
Mesmo reconhecendo os argumentos da defesa quanto aos bons antecedentes da empresária, o desembargador avaliou que a gravidade das condutas apuradas e o risco de novos prejuízos à sociedade exigem a manutenção da prisão preventiva.
O sócio de Eliza, Márcio Nascimento, também aguarda julgamento de habeas corpus no mesmo tribunal.
























