Governador diz que está disposto a defender a pauta, mas afirma que articulação não pode ser feita “à distância
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), respondeu nesta segunda-feira (10), aos ataques feitos por Eduardo Bolsonaro (PL). O deputado, que vive nos Estados Unidos, havia reagido de forma dura às declarações do governador ao chamá-lo de “frouxo” e “político bosta”.
Em entrevista à Jovem Pan News durante agenda na COP, Mendes reafirmou que a postura de Eduardo não surpreende e citou que o parlamentar tem histórico de críticas a outras lideranças do próprio campo político.
“Eu já vi o Eduardo Bolsonaro criticar o Tarcísio, criticar o Nicolas, criticar muita gente aqui do Brasil lá dos Estados Unidos”, disse em entrevista ao jornalista Bruno Pinheiro.
O governador reforçou que sua fala inicial ocorreu após Eduardo atacar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a quem Mauro definiu como “um grande representante da direita”. Ao comentar um áudio divulgado na imprensa, Mendes criticou o fato de Eduardo ter chegado a chamar o próprio pai de “ingrato”.
“Meu Deus, como pode um filho chamar o pai de ingrato? […] Se ele é alguma coisa hoje, se deve a Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.
Sobre o desafio lançado por Eduardo para que Mauro se engaje pela anistia de Jair Bolsonaro, o governador disse que já atua nesse sentido e topa intensificar o movimento, mas com uma condição clara: que o deputado retorne ao país.
“E ele veio fazer um desafio para mim, né, para fazer alguma coisa. […] E se você quer vir defender anistia e quer a minha ajuda, eu ajudo. Então, vamos nós dois, venha para o Brasil, vamos andar 10 dias lá dentro do Congresso Nacional pedindo voto pela anistia”, declarou.
Mendes enfatizou que a articulação não pode ser conduzida “dos Estados Unidos”. “Agora, aí dos Estados Unidos, meu amigo, não dá, né?”, afirmou.





















