Blairo Maggi adverte: pacote federal de R$ 30 bilhões pode não salvar o agro brasileiro, “Mas o governo agiu na hora certa”

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Cuiabá, 14 de agosto de 2025 – O agronegócio brasileiro vive dias de tensão. Em meio ao avanço de barreiras comerciais e ao chamado tarifaço nos Estados Unidos, lideranças políticas e empresariais se reuniram em Cuiabá para debater saídas para o setor. Mas foi a fala de um dos nomes mais influentes do agro que chamou atenção: Blairo Borges Maggi, ex-senador, ex-ministro da Agricultura e ex-governador de Mato Grosso.

Ao ser questionado sobre o pacote de R$ 30 bilhões anunciado pelo governo federal para socorrer empresas atingidas pelas tarifas, Maggi não titubeou:

“Eu não sei se é o suficiente, mas o governo se mexe na hora certa, e muitas empresas que sejam médias…”

Um elogio com recado

A declaração, embora reconheça o acerto de timing do governo, carrega uma crítica implícita: o pacote pode não ter fôlego suficiente para conter o impacto da crise. Para Maggi, o movimento é positivo, mas limitado — e isso num momento em que a economia global enfrenta instabilidade, desaceleração de consumo e aumento do protecionismo.

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Especialistas presentes no evento destacaram que a fala de Maggi vai além de uma avaliação técnica: é um alerta político. Ao questionar a suficiência do pacote, o ex-ministro pressiona o governo a ampliar a resposta e a pensar em medidas mais estruturais para o agro, indo além de ações emergenciais.

O que está em jogo

O tarifaço norte-americano, que eleva custos e reduz a competitividade de exportações brasileiras, ameaça diretamente o setor. Para produtores, cooperativas e indústrias, o subsídio é bem-vindo, mas, como destacou Maggi, seu alcance real pode ficar aquém do necessário, principalmente para empresas médias, que não têm o mesmo colchão financeiro das gigantes do setor.

A posição de Maggi reforça um ponto sensível: o agro brasileiro não quer apenas socorro, quer estratégia. E sua fala, num dos maiores palcos do agronegócio nacional, ressoa como recado direto a Brasília — o momento exige mais que um cheque polpudo; exige visão de longo prazo.

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